domingo, 28 de junho de 2009

COLEGAS E AMIGOS

Alexsandra, Fátima e Ísis: colegas que fazem a diferença na educação. Obrigado pelo carinho e amizade.

UMA FORMADORA ESPECIAL

Parabenizo e agradeço à Professora Elenita, pelo esforço, dedicação e brilhantismo com que ministra nossa formação. É pena que nosso estado não sabe receber profissionais tão especiais quando vocês da UNB. Pedimos desculpas por todo transtorno do encontro. Nenhum profissional merece aquele tratamento, se é que houve tratamento! Vamos confiar em Deus na busca de novos dias para nossa classe, a fim de termos, por conseguinte, novos dias para a educação de forma geral. Grande abraço, Elenita.

GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS: Diferentes formas de ver o texto.

Utilizando da metodologia usada no Pró-letramento, apresentei aos colegas formadores, no 2º encontro de formação em São Luis, uma atividade que leva os cursistas a refletirem sobre a diferença entre gênero e tipo textual. No caso em foco, 'brincamos' fazendo um programa de TV, no qual se entrevista uma personalidade: nesse caso o "Sr. Lápis", representado pela colega Zaira Carnaúba. O Sr. Lápis, responde as perguntas do estrevistador e também dos ' telespectadores' que podem 'telefonar' para o 'programa'. Após a entrevista, é feito um texto coletivo na lousa, no qual se pode identificar os tipos textuais usados. Igualmente, pode-se questionar os alunos sobre quais gêneros foram utilizados na técnica. Essa atividade é importante na identificação dos gêneros e dos tipos, bem assim da diferença entre os dois e, de quebra, ainda dá para se divertir muito!

PAPEL SOCIAL DA LINGUAGEM

As manchetes acima tratam do mesmo fato. Entretanto, há peculiaridades em cada uma que diferenciam a maneira de informar para influenciar o leitor. Observa-se que há uma relação unilateral de cada instituição jornalística com quem está por trás da notícia: uma relação intimista mesmo que defende e ataca de acordo com seus interesses. O jornal 1 usa o verbo na voz a ativa e dá a polícia status de vilã no acontecimento. Essa intenção é percebida no tempo em que não se usou a palavra 'policial' em substituição à polícia. Ao que parece, trata-se de tentativa de denegrir a imagem da polícia. A palavra 'trabalhador' é usada no intuito de ampliar o sentido de vítima de quem foi morto. O jornal pode ser, inclusive, partidário de um sindicato dos servidores que lá faziam greve. Aliás, a palavra 'greve' não é mencionada, já que, de certa forma, traz uma carga semântica de tom pejorativo, o que poderia impedir a persuasão do leitor em 'ficar do lado do vitimado'. O jornal 2, ao contrário, usa o verbo (subetendido) na voz passiva, pretendendo demonstrar que ninguém é culpado se outrem 'foi morto'; aparece a palavra 'grevista' que, em sentido amplo, tem sentido pejorativo, como já disse. É como se fosse tudo certo se um grevista morrer, já que grevista é 'arruaceiro' mesmo. Esse jornal, parece portanto, 'estar do lado' da polícia, pois na ocorrência sequer a mencionam. Em suma, infere-se que a língua pode ser usada para persuadir ou dissuadir em benefício de quem melhor a conheça. A informação, portanto, pode ser 'maquilada', demonstrando que podemos dominar e ser dominados através do poderoso instrumento do qual dispomos todos os dias: a linguagem.

sábado, 13 de junho de 2009

UM DOS MITOS QUE CERCA O ATO DE ESCREVER



Escrever exige estudo sério e não é uma competência que se adquire com algumas dicas. Há, por exemplo quem acredite que, numa única aula de cursinho isso possa ser possível. Aprender a escrever não é um processo que começa, se constrói e termina na escola, apesar de nesse ambiente haver um sistema organizado para o trabalho com a escrita. O aprendizado desse processo decorre principalmente das ações sociocomunicativas praticadas em ambientes extraescolares, nos quais se adquire, portanto, a experiência discursiva necessária.
(Por Jocelmo Aires)

Reflexão sobre o locus do formador e do cursista


Considerado um dos estados mais pobres do Brasil, o Maranhão carrega consigo marcas negativas a respeito de qualidade de educação. Apresenta graves problemas que se evidenciam nos índices de repetência, evasão escolar e fracasso no ensino de Português e Matemática. Por força histórica, falando-se em Língua Portuguesa, foi “condecorado” com o título de “O estado onde melhor se fala o português”, fato ao qual não vou me ater, face a complexidade de estudo. Apesar de amargar nos últimos lugares nos rankings, o Maranhão tem investido fortemente na melhoria da qualidade do Ensino, principalmente no Fundamental, melhoria essa que se avaliará em médio prazo, haja vista que tais investimentos têm-se concentrado nas séries iniciais.

Santa Luzia do Paruá, município a 400 Km da capital, São Luis, População em torno de 25 mil habitantes. Com aproximadamente 150 escolas, disponibiliza as modalidade de ensino da Educação Infantil até o Ensino Médio, além de outras diferenciadas como EJA e PETI. Na área de Língua Portuguesa conta com 25 professores, sendo 20 formados em Letras e Pedagogia. O trabalho com a disciplina tem alcançado nos últimos anos expressivas mudanças no ensino, principalmente no que tange à metodologia. Programas voltados à formação continuada de professores, como o PRÓ-LETRAMENTO, PROAE, ESCOLA ATIVA, BRASIL ALFABETIZADO são as intervenções mais recentes no âmbito da educação municipal. O maior desafio destes programas é fazer com que os professores encampem por outros rumos no sentido de transformar o ensino tradicional do Português, baseado exclusivamente nas regras gramaticais e análise sintática, em processo que possibilite ao aluno a promoção de sua capacidade sociocomunicativa, o que já se tem notado nos últimos anos.