Alexsandra, Fátima e Ísis: colegas que fazem a diferença na educação. Obrigado pelo carinho e amizade.
domingo, 28 de junho de 2009
COLEGAS E AMIGOS
Alexsandra, Fátima e Ísis: colegas que fazem a diferença na educação. Obrigado pelo carinho e amizade.
UMA FORMADORA ESPECIAL
GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS: Diferentes formas de ver o texto.
PAPEL SOCIAL DA LINGUAGEM
As manchetes acima tratam do mesmo fato. Entretanto, há peculiaridades em cada uma que diferenciam a maneira de informar para influenciar o leitor. Observa-se que há uma relação unilateral de cada instituição jornalística com quem está por trás da notícia: uma relação intimista mesmo que defende e ataca de acordo com seus interesses. O jornal 1 usa o verbo na voz a ativa e dá a polícia status de vilã no acontecimento. Essa intenção é percebida no tempo em que não se usou a palavra 'policial' em substituição à polícia. Ao que parece, trata-se de tentativa de denegrir a imagem da polícia. A palavra 'trabalhador' é usada no intuito de ampliar o sentido de vítima de quem foi morto. O jornal pode ser, inclusive, partidário de um sindicato dos servidores que lá faziam greve. Aliás, a palavra 'greve' não é mencionada, já que, de certa forma, traz uma carga semântica de tom pejorativo, o que poderia impedir a persuasão do leitor em 'ficar do lado do vitimado'. O jornal 2, ao contrário, usa o verbo (subetendido) na voz passiva, pretendendo demonstrar que ninguém é culpado se outrem 'foi morto'; aparece a palavra 'grevista' que, em sentido amplo, tem sentido pejorativo, como já disse. É como se fosse tudo certo se um grevista morrer, já que grevista é 'arruaceiro' mesmo. Esse jornal, parece portanto, 'estar do lado' da polícia, pois na ocorrência sequer a mencionam. Em suma, infere-se que a língua pode ser usada para persuadir ou dissuadir em benefício de quem melhor a conheça. A informação, portanto, pode ser 'maquilada', demonstrando que podemos dominar e ser dominados através do poderoso instrumento do qual dispomos todos os dias: a linguagem.sábado, 13 de junho de 2009
UM DOS MITOS QUE CERCA O ATO DE ESCREVER

Reflexão sobre o locus do formador e do cursista

Considerado um dos estados mais pobres do Brasil, o Maranhão carrega consigo marcas negativas a respeito de qualidade de educação. Apresenta graves problemas que se evidenciam nos índices de repetência, evasão escolar e fracasso no ensino de Português e Matemática. Por força histórica, falando-se em Língua Portuguesa, foi “condecorado” com o título de “O estado onde melhor se fala o português”, fato ao qual não vou me ater, face a complexidade de estudo. Apesar de amargar nos últimos lugares nos rankings, o Maranhão tem investido fortemente na melhoria da qualidade do Ensino, principalmente no Fundamental, melhoria essa que se avaliará em médio prazo, haja vista que tais investimentos têm-se concentrado nas séries iniciais.
Santa Luzia do Paruá, município a 400 Km da capital, São Luis, População em torno de 25 mil habitantes. Com aproximadamente 150 escolas, disponibiliza as modalidade de ensino da Educação Infantil até o Ensino Médio, além de outras diferenciadas como EJA e PETI. Na área de Língua Portuguesa conta com 25 professores, sendo 20 formados em Letras e Pedagogia. O trabalho com a disciplina tem alcançado nos últimos anos expressivas mudanças no ensino, principalmente no que tange à metodologia. Programas voltados à formação continuada de professores, como o PRÓ-LETRAMENTO, PROAE, ESCOLA ATIVA, BRASIL ALFABETIZADO são as intervenções mais recentes no âmbito da educação municipal. O maior desafio destes programas é fazer com que os professores encampem por outros rumos no sentido de transformar o ensino tradicional do Português, baseado exclusivamente nas regras gramaticais e análise sintática, em processo que possibilite ao aluno a promoção de sua capacidade sociocomunicativa, o que já se tem notado nos últimos anos.

