Teixeira era um grande professor do século XVIII, passa ao século XXI e, chegando a sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas eram pretas e passavam umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia: Poluição, telefone, avião, rádio, metrô, cinema, televisão, computador, celular, internet, MP3, Ipod, TV de Plasma, etc...
As roupas que vestiam deixavam o professor Teixeira ruborizado. Tudo havia mudado! Muito surpreso e preocupado, o professor Teixeira visitou a cidade toda e compreendia cada vez menos o modo de vida daquela gente moderna.
Resolveu então visitar uma Igreja, e que susto levou! O padre rezava a missa não em latim, mas em português e de costas para o altar; o órgão estava mudo e um grupo de cabeludos tocava nas guitarras uma música estranha, em vez do canto gregoriano.
O desespero do professor aumentava. Visitou algumas famílias. Mas... O que significa aquilo? Antes, durante e depois do jantar, todos adoravam um objeto esquisito que mostrava imagens e emitia sons. Ele ficou impressionado com tanta capacidade de concentração e de adoração! Ninguém proferia uma palavra diante do objeto.
Tudo havia mudado completamente, e ele não reconhecia nada, até que resolveu visitar uma escola. Foi uma idéia sensacional porque, quando lá chegou, encontrou o que procurava: tudo continuava da mesma forma como ele havia conhecido – as carteiras enfileiradas umas atrás da outra, o professor lá na frente falando, falando, falando, e os alunos escutando, escutando, escutando,...
(AUTOR DESCONHECIDO)

